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Como curar a fissura anal que sempre volta? Entenda por que ela não cicatriza e quais são os tratamentos disponíveis

  • Foto do escritor: Raissa Carvalho
    Raissa Carvalho
  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

A fissura anal é um problema que pode parecer simples à primeira vista, mas, para quem convive com ela, a realidade costuma ser bem diferente. Dor intensa ao evacuar, sangramento, ardência e a sensação de que a ferida nunca cicatriza fazem parte da rotina de muitos pacientes.

Se você sente que a fissura anal melhora por um tempo, mas sempre volta, é importante entender que tratar apenas os sintomas pode não ser suficiente. Em muitos casos, existe uma causa por trás da dificuldade de cicatrização que precisa ser identificada.

Neste artigo, você vai entender por que a fissura anal se torna recorrente e conhecer as principais opções de tratamento disponíveis atualmente.


O que é a fissura anal?

A fissura anal é uma pequena ferida na pele que reveste o canal anal. Apesar de ser um corte geralmente pequeno, ela está localizada em uma região extremamente sensível, o que explica a intensidade da dor que costuma causar.

Além da dor, outros sintomas são frequentes:

  • Sangramento durante ou após evacuar;

  • Ardência ou queimação na região anal;

  • Coceira;

  • Sensação de corte;

  • Desconforto que pode permanecer por horas após evacuar.

Quando não cicatriza adequadamente, a fissura pode se tornar crônica, dificultando ainda mais a recuperação.


Por que a fissura anal sempre volta?

Essa é uma das dúvidas mais comuns no consultório.

Na maioria dos casos, a fissura não reaparece porque o tratamento falhou, mas porque a causa do problema continua presente.

Entre os principais fatores estão:

  • Constipação intestinal (prisão de ventre);

  • Fezes endurecidas;

  • Esforço excessivo para evacuar;

  • Alterações no funcionamento do assoalho pélvico, dificultando o relaxamento da musculatura durante a evacuação.

Quando o músculo da região permanece muito contraído, a circulação sanguínea local diminui, dificultando a cicatrização da ferida. Assim, cada evacuação pode reabrir a fissura, criando um ciclo de dor e inflamação.


Quando apenas pomadas não resolvem?

Nas fases iniciais, o tratamento costuma incluir medicamentos, pomadas específicas, melhora dos hábitos intestinais e controle da dor.

Entretanto, quando a fissura já é antiga ou apresenta dificuldade para cicatrizar, somente as pomadas podem não ser suficientes.

Nesses casos, o especialista pode indicar procedimentos minimamente invasivos para favorecer a cicatrização e reduzir o espasmo muscular responsável pela dor.


Tratamentos modernos para fissura anal

A evolução da proctologia trouxe alternativas menos invasivas e mais direcionadas para estimular a recuperação dos tecidos.

Entre elas estão:

Toxina botulínica

A aplicação da toxina botulínica ajuda a promover o relaxamento da musculatura anal, reduzindo a pressão sobre a fissura.

Com isso, ocorre melhora da circulação local, diminuição da dor e melhores condições para que a ferida cicatrize.

Laser terapêutico de baixa potência

Os lasers vermelho e infravermelho de baixa potência podem ser utilizados para auxiliar na recuperação dos tecidos.

Seu objetivo é reduzir a inflamação, aliviar o desconforto e favorecer o processo natural de cicatrização.

Laser de CO₂

O laser de CO₂ pode ser utilizado em casos selecionados para estimular a formação de colágeno e promover a renovação do tecido da região afetada, contribuindo para uma cicatrização mais adequada.


Quando a cirurgia é necessária?

Nem toda fissura anal precisa de cirurgia.

Entretanto, fissuras profundas, muito antigas ou que não responderam aos tratamentos conservadores podem exigir um procedimento realizado em centro cirúrgico.

Atualmente, a abordagem evoluiu bastante em relação às técnicas utilizadas no passado.

Hoje, sempre que indicado pelo especialista, o objetivo é preservar a musculatura anal, tratar o tecido comprometido e estimular uma cicatrização de melhor qualidade, reduzindo o risco de novas recorrências.

Além disso, recursos como a toxina botulínica e o laser podem ser associados ao tratamento para favorecer a recuperação e proporcionar maior conforto no pós-operatório.


A importância de tratar a causa da fissura

Um dos maiores erros é focar apenas na ferida.

Para evitar que a fissura volte, é fundamental identificar por que ela surgiu.

Dependendo da avaliação médica, pode ser necessário tratar alterações intestinais, corrigir hábitos de evacuação ou até realizar fisioterapia do assoalho pélvico quando existe dificuldade no relaxamento da musculatura.

Cada paciente apresenta características diferentes, e o tratamento deve ser individualizado.


Quando procurar um proctologista?

É importante buscar avaliação médica quando houver:

  • Dor intensa ao evacuar;

  • Sangramento anal recorrente;

  • Ferida que não cicatriza;

  • Sintomas que retornam frequentemente;

  • Dificuldade para evacuar por causa da dor.

Embora a fissura anal seja uma causa comum desses sintomas, outras doenças também podem provocar sangramento e dor na região anal. Por isso, o diagnóstico correto é indispensável antes de iniciar qualquer tratamento.



Conclusão

A fissura anal recorrente pode impactar significativamente a qualidade de vida, mas hoje existem diferentes opções terapêuticas capazes de controlar a dor, favorecer a cicatrização e reduzir as chances de recorrência.

O tratamento mais adequado depende da causa da fissura, da profundidade da lesão e das características de cada paciente. Por isso, uma avaliação com um médico proctologista é fundamental para definir a melhor estratégia e evitar que o problema continue se repetindo.

 
 
 
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Responsável Técnico: Raissa Carvalho • CRM: 197.816
Dra. Raissa Carvalho. Todos os direitos reservados

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