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Doença diverticular e diverticulite: entenda as diferenças, sintomas e tratamentos

Foto do escritor: Raissa Carvalho
Raissa Carvalho
há 6 horas
5 min de leitura

A presença de divertículos no intestino é uma condição relativamente comum, especialmente com o avanço da idade. Muitas pessoas descobrem essas pequenas alterações durante uma colonoscopia, mesmo sem apresentar qualquer sintoma.


Mas você sabia que ter divertículos não significa, necessariamente, ter diverticulite?


Embora os nomes sejam parecidos, diverticulose, doença diverticular e diverticulite são condições diferentes, que podem exigir cuidados distintos.


Entender essas diferenças é importante para reconhecer sintomas, evitar preocupações desnecessárias e buscar acompanhamento médico quando indicado.


O que é doença diverticular?


Os divertículos são pequenas bolsas que se formam na parede do intestino grosso, principalmente no cólon sigmoide, localizado na parte inferior esquerda do abdômen.


A presença dessas bolsas é chamada de diverticulose.


Na maioria das pessoas, os divertículos não causam sintomas e são identificados incidentalmente em exames de rotina.


Quando existem manifestações clínicas relacionadas aos divertículos, pode-se utilizar o termo doença diverticular sintomática.


Já a diverticulite acontece quando um ou mais divertículos desenvolvem um processo inflamatório, que pode variar de leve a grave.


Qual a diferença entre diverticulose e diverticulite?


Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes.


Diverticulose: presença de divertículos no intestino, geralmente sem sintomas.


Doença diverticular sintomática: quando há sintomas intestinais associados aos divertículos, sem necessariamente existir uma diverticulite aguda.


Diverticulite: inflamação de um ou mais divertículos, que pode causar dor abdominal e, em determinados casos, complicações.


É importante destacar que nem toda pessoa com diverticulose desenvolverá diverticulite ao longo da vida.


Quais são os sintomas da diverticulite?


A manifestação mais característica da diverticulite é a dor abdominal, frequentemente localizada na parte inferior esquerda da barriga.


Outros sintomas podem incluir:


* Dor abdominal persistente.

* Febre.

* Sensibilidade abdominal.

* Alterações do hábito intestinal, como constipação ou diarreia.

* Distensão abdominal.

* Náuseas e redução do apetite.


A intensidade dos sintomas varia de acordo com a extensão da inflamação e a presença de complicações.


Algumas pessoas também apresentam dor abdominal recorrente relacionada à doença diverticular, mesmo sem um episódio de diverticulite aguda.


Como esses sintomas podem ocorrer em outras doenças intestinais, é importante realizar uma avaliação adequada antes de estabelecer o diagnóstico.


O que causa a diverticulite?


A diverticulite envolve um processo inflamatório dos divertículos, cuja origem é multifatorial.


Entre os fatores associados à doença diverticular e ao risco de diverticulite estão o envelhecimento, a predisposição genética, o tabagismo, a obesidade, o sedentarismo e determinados hábitos alimentares.


A alimentação pobre em fibras pode contribuir para alterações do funcionamento intestinal, embora não seja a única responsável pelo desenvolvimento da doença.


Também é importante esclarecer um mito frequente: sementes, castanhas e pipoca não precisam ser evitadas rotineiramente apenas porque uma pessoa apresenta divertículos.


As orientações alimentares devem ser individualizadas, especialmente durante um episódio agudo.


Como é feito o diagnóstico da diverticulite?


O diagnóstico envolve a avaliação dos sintomas, o exame físico e, quando necessário, exames complementares.


A tomografia computadorizada do abdômen é um dos principais exames utilizados para confirmar a diverticulite e investigar possíveis complicações.


Exames laboratoriais também podem auxiliar na avaliação da intensidade do processo inflamatório.


Quem tem diverticulite precisa fazer colonoscopia?


A colonoscopia pode ser indicada após a recuperação, dependendo do histórico clínico, da gravidade do episódio e dos exames anteriores.


Geralmente, quando indicada, é realizada após a resolução da inflamação aguda, frequentemente depois de aproximadamente 6 a 8 semanas.


Sua realização durante uma crise aguda não costuma ser recomendada devido às particularidades e aos riscos desse período.


Diverticulite tem tratamento?


Sim. O tratamento da diverticulite depende da gravidade do quadro, das condições clínicas do paciente e da presença ou ausência de complicações.


Tratamento da diverticulite sem complicações


Nos casos leves e sem complicações, o tratamento pode envolver acompanhamento clínico, orientações alimentares temporárias, controle da dor e observação da evolução.


Os antibióticos não são necessários em todos os episódios leves de diverticulite não complicada. Sua utilização depende da avaliação médica, especialmente em pacientes com fatores de risco ou manifestações mais intensas.


Muitos pacientes podem realizar o tratamento sem necessidade de internação, desde que apresentem condições clínicas adequadas e acompanhamento apropriado.


Tratamento da diverticulite complicada


Em situações mais graves, podem ocorrer abscessos, perfuração intestinal, fístulas ou obstrução.


Nesses casos, o tratamento pode exigir internação hospitalar, antibióticos, drenagem de coleções ou cirurgia.


A escolha depende da gravidade da inflamação e das características de cada paciente.


Quando a diverticulite precisa de cirurgia?


Nem toda diverticulite precisa de cirurgia.


Atualmente, a indicação cirúrgica não deve ser baseada apenas no número de crises apresentadas.


A decisão considera fatores como a gravidade dos episódios, complicações, persistência de sintomas, impacto na qualidade de vida e riscos individuais.


Quando a cirurgia é indicada, pode envolver a retirada do segmento intestinal comprometido, frequentemente o cólon sigmoide.


Em pacientes selecionados, é possível utilizar técnicas minimamente invasivas, como a cirurgia laparoscópica, dependendo das condições clínicas e das características do procedimento.


A avaliação individualizada é fundamental para definir a melhor abordagem.


Quem tem divertículos pode comer fibras?


Na maioria dos casos, sim.


Fora dos episódios agudos, uma alimentação equilibrada, com quantidade adequada de fibras, pode contribuir para o funcionamento intestinal e a saúde digestiva.


Frutas, verduras, legumes, cereais integrais e leguminosas podem fazer parte da alimentação, conforme a tolerância individual.


Durante uma crise de diverticulite, entretanto, podem ser necessários ajustes temporários na dieta, de acordo com os sintomas e a orientação médica.


Não existe uma dieta única que seja adequada para todas as pessoas com doença diverticular.


A diverticulite pode voltar?


Sim. Algumas pessoas apresentam novos episódios de diverticulite ao longo da vida, enquanto outras têm uma única crise e não desenvolvem recorrências.


Após a recuperação, o acompanhamento pode incluir orientações sobre alimentação, atividade física, controle de fatores de risco e investigação de sintomas persistentes.


A presença de divertículos, isoladamente, não significa que a pessoa necessite de medicamentos contínuos ou cirurgia preventiva.


Quando procurar atendimento médico?


Dor abdominal persistente, especialmente quando acompanhada de febre ou alterações importantes do funcionamento intestinal, merece avaliação médica.


Na presença de dor intensa ou progressiva, vômitos persistentes, distensão abdominal importante, incapacidade de eliminar gases ou fezes, desmaio ou piora do estado geral, a orientação é procurar um serviço de pronto atendimento.


O diagnóstico precoce e a identificação de possíveis complicações são importantes para a escolha do tratamento adequado.


Qual especialista trata doença diverticular e diverticulite?


O coloproctologista é o médico especialista na avaliação e no tratamento de doenças do intestino grosso, reto e ânus.


Esse profissional pode acompanhar pacientes com diverticulose, doença diverticular sintomática, episódios recorrentes de diverticulite e casos que necessitem de avaliação cirúrgica.


O acompanhamento permite investigar sintomas, avaliar exames e definir estratégias individualizadas de tratamento e prevenção de recorrências.



Avaliação de doença diverticular e diverticulite em São Paulo

A Dra. Raissa Carvalho é médica coloproctologista e cirurgiã-geral, com atuação na investigação e no tratamento de doenças intestinais, incluindo doença diverticular e diverticulite.


O atendimento é realizado em consultório na região da Bela Vista, em São Paulo, com avaliação individualizada, orientações clínicas e indicação de tratamento conforme as necessidades de cada paciente.


Para pacientes que necessitam de acompanhamento ou desejam uma segunda avaliação especializada, é possível agendar uma consulta para análise do histórico clínico e dos exames disponíveis.


Dúvidas e agendamentos

Para esclarecer dúvidas sobre nossos atendimentos ou agendar sua consulta com a Dra. Raissa Carvalho, entre em contato com nossa equipe pelo WhatsApp:

(11) 97627-7933


Dra. Raissa Carvalho

Médica Coloproctologista e Cirurgiã-Geral

CRM-SP 197.816 | RQE 111.282

Atendimento particular em São Paulo | Bela Vista

Consultas presenciais e telemedicina, quando clinicamente apropriada.

 
 
 

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