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Plicoma anal: o que é, por que aparece e como funciona a retirada com laser CO₂?

Foto do escritor: Raissa Carvalho
Raissa Carvalho
há 11 minutos
4 min de leitura

Você já percebeu uma pequena pele na região do ânus que causa incômodo durante a higiene ou até mesmo ao longo do dia? Apesar de muitas pessoas não conhecerem o nome, essa alteração é relativamente comum e recebe o nome de plicoma anal.

Em alguns casos, essa pequena dobra de pele pode provocar desconforto, dificuldade na higiene íntima, irritação e coceira, interferindo na qualidade de vida e no bem-estar.


Mas afinal, o que é o plicoma anal? Por que ele aparece? E será que existe uma maneira de removê-lo sem a necessidade de internação hospitalar?


Neste artigo, você vai entender as principais características do plicoma e conhecer uma das possibilidades de tratamento: a retirada com laser de CO₂.


O que é plicoma anal?

O plicoma anal é uma pequena dobra de pele localizada na borda externa do ânus, geralmente com aparência de uma pelinha excedente.

Na maioria das vezes, trata-se de uma alteração benigna, que pode permanecer estável por bastante tempo. Entretanto, dependendo do tamanho e da localização, pode provocar incômodos no dia a dia.

Entre as queixas mais comuns estão:

  • Dificuldade para realizar a higiene íntima adequadamente;

  • Sensação de pele excedente na região anal;

  • Irritação e coceira local;

  • Desconforto durante a limpeza após evacuar;

  • Incômodo estético e impacto na autoestima.

É importante destacar que nem toda alteração na região anal é um plicoma. Por isso, a avaliação com um médico coloproctologista é fundamental para identificar corretamente a condição e indicar a melhor abordagem.


Por que o plicoma anal aparece?

O plicoma pode surgir por diferentes motivos, principalmente em situações que provocam distensão, inflamação ou alterações nos tecidos da região anal.

Entre os fatores associados ao seu desenvolvimento estão:

1. Hemorroidas e processos inflamatórios

Episódios de inflamação e inchaço na região anal podem deixar alterações na pele mesmo após a melhora do quadro inicial.

2. Esforço durante a evacuação

O hábito de fazer muita força para evacuar, especialmente quando existe prisão de ventre e fezes ressecadas, pode contribuir para alterações nos tecidos da região.

3. Gestação e período pós-parto

As mudanças hormonais, o aumento da pressão na região pélvica e o esforço durante o parto podem favorecer o aparecimento de plicomas.

4. Alterações de peso

Mudanças corporais importantes, incluindo o emagrecimento significativo, podem estar associadas a alterações na aparência e na distribuição dos tecidos.

5. Traumas e procedimentos na região anal

Algumas intervenções e situações que provocam alterações nos tecidos locais também podem estar relacionadas ao surgimento dessas dobras de pele.


Como é feita a retirada do plicoma anal?

Quando o plicoma provoca desconforto ou interfere na qualidade de vida, a retirada pode ser considerada após avaliação médica.

Uma das possibilidades é a remoção utilizando o laser de CO₂, tecnologia que permite realizar procedimentos com precisão e controle da área tratada.

Em casos selecionados, dependendo das características do plicoma e da avaliação do profissional, o procedimento pode ser realizado em consultório, com anestesia local.

De maneira geral, as etapas incluem:

  1. Avaliação médica: o especialista examina a região e verifica se a retirada é indicada.

  2. Anestesia local: é realizada a anestesia para proporcionar maior conforto durante o procedimento.

  3. Aplicação do laser CO₂: a tecnologia é utilizada para realizar a remoção da pele excedente com precisão.

  4. Orientações pós-procedimento: o paciente recebe recomendações individualizadas para os cuidados durante a recuperação.

Em situações adequadas, essa abordagem dispensa internação hospitalar e permite que o paciente retorne para casa no mesmo dia.


Quais são as vantagens do laser CO₂ na retirada de plicoma?

O laser de CO₂ é uma tecnologia utilizada em diferentes procedimentos médicos devido à sua capacidade de atuar nos tecidos com precisão.

Na abordagem do plicoma anal, sua utilização pode oferecer benefícios como:

  • Maior precisão durante a remoção;

  • Controle da área de tratamento;

  • Menor agressão aos tecidos adjacentes, dependendo da técnica utilizada;

  • Possibilidade de realização com anestesia local;

  • Recuperação potencialmente mais confortável;

  • Possibilidade de realização em ambiente ambulatorial, em casos selecionados.

O laser de CO₂ também é conhecido por sua interação com os tecidos e pela capacidade de estimular respostas de cicatrização e remodelação do colágeno.

É importante lembrar que a recuperação depende de fatores individuais, como extensão da remoção, características da região tratada e cuidados no pós-procedimento.


Como é a recuperação após a retirada do plicoma?

O período de recuperação varia de acordo com cada paciente e com a extensão do procedimento.

Após a retirada, o médico orienta os cuidados necessários para favorecer a cicatrização, incluindo higiene local, controle do desconforto e acompanhamento da evolução.

Algumas recomendações podem incluir:

  • Manter a higiene da região conforme orientação médica;

  • Evitar esforço evacuatório;

  • Manter uma boa hidratação;

  • Consumir fibras para favorecer o funcionamento intestinal;

  • Respeitar as orientações sobre atividades físicas e retorno à rotina;

  • Comparecer às consultas de acompanhamento.

Mesmo quando realizado com laser, o procedimento exige cuidados e acompanhamento durante a cicatrização.


Todo plicoma anal precisa ser retirado?

Não. O plicoma anal nem sempre precisa de tratamento cirúrgico ou remoção.

Quando não provoca sintomas ou incômodos importantes, pode ser suficiente realizar o acompanhamento médico.

A retirada costuma ser considerada quando existe dificuldade de higiene, irritação recorrente, desconforto ou impacto na qualidade de vida do paciente.

A decisão deve ser individualizada, considerando os sintomas, as características da alteração e as expectativas de cada pessoa.



Plicoma anal tem tratamento: quando procurar um coloproctologista?

Se você percebe uma pequena dobra de pele na região anal e sente que ela interfere na sua rotina, vale procurar um especialista.

O coloproctologista é o profissional indicado para avaliar alterações nessa região, diferenciar o plicoma de outras condições e apresentar as possibilidades de tratamento.

O mais importante é entender que o desconforto não precisa ser ignorado. Existem diferentes abordagens, e a escolha depende de uma avaliação individualizada.


A tecnologia do laser CO₂ ampliou as possibilidades de tratamento de alterações na região anal, permitindo abordagens minimamente invasivas em pacientes selecionados.


Se você tem dúvidas sobre o plicoma anal ou deseja conhecer melhor as possibilidades de tratamento, converse com um médico especialista.

Conteúdo informativo. Este artigo não substitui uma consulta médica, avaliação individualizada ou indicação profissional.


📱 Informações e agendamentos:

WhatsApp: (11) 9.7627-7933


Dra. Raissa Carvalho • Proctologista e Cirurgiã Geral

CRM: 197816 • RQE: 111282

 
 
 

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Responsável Técnico: Raissa Carvalho • CRM: 197.816
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